Mostrando postagens com marcador blues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blues. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de maio de 2015

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Árvore Genealógica do Rock!


As Vertentes do Rock ao longo das décadas


Vovô e Vovó Blues

Um casal velhinho, de pele escura, tendo os dois uma voz bem grave. Muito simpáticos e sorridentes, adoram dançar, ou "balançar o esqueleto", como preferem dizer. Já tiveram suas brigas com a Dona Música Clássica, e sempre foram amigos do senhor Jazz (especialmente a Sra. Blues), um outro velhinho, ex-acrobata de um circo local. Tiveram quatro filhos: Rockabilly, Rock Pop, Rock Progressivo e Hard Rock.

Rockabilly

O irmão mais velho. Outro que é apaixonado por dançar. Antigamente, andou muito com o segundo mais velho, o Rock Pop. Adora topetes, calças boca-de-sino, óculos escuros coloridos, brilhantina e coisas bregas em geral. Fez muito sucesso com a mulherada na juventude, mas agora é um velho gordo.

Rock Pop

Adora andar na moda, mas não tem uma opinião fixa. Já andou com todos os outros irmãos, menos com o progressivo. Sabe-se que ele ganha muito bem, e quem anda com ele também, e que ele é louco por dinheiro, se vende por qualquer coisa. Dizem que ele gosta de enganar as pessoas às vezes, dizendo que uma coisa é boa quando não é, mas não se sabe.

Rock Progressivo

Carinhosamente apelidado de Prog, ele é um caso a parte. Correm boatos de que ele é filho de um caso da Sra. Blues com o Sr. Jazz, o que ficou ainda mais sério quando ele começou a fazer acrobacias. Muito exibicionista, adora mostrar as loucuras que consegue fazer, apesar de que, de vez em quando, as pessoas se irritam por que ele fica muito tempo fazendo, ou faz coisas chatas, só por que é difícil. Mas é um cara muito legal, quando pára com o exibicionismo puro.

Hard Rock

Meio revoltado, meio dançante. Quanto a esse, não restam dúvidas que veio dos Blues. Ele também AMA penduricalhos, bandanas, lenços, maquiagem, cabelos bufantes e vive fazendo poses meio homossexuais, mas não é gay. Um pouco esquentadinho também. Conta-se que na adolescência usou e abusou das DROGAS e era meio ninfomaníaco. Casou-se e teve dois filhos: o pródigo Heavy Metal e o caçula Punk Rock.

Punk Rock

Muito revoltado, e muito relaxado também. Tentou ser igual ao pai, mas não conseguiu e se frustrou, vindo daí sua revolta. É muito fraquinho, raquítico. Não se importa com nada, mas vive falando de igualdade, vive defendendo ideais comunistas. Bebe mais que carro a gasolina com o tanque furado. A casa dele é uma bagunça, principalmente a COZINHA, que é muito tosca, tudo meia-boca. Teve dois filhos com a namorada, chamados de Hard Core e Grunge. Acha que um dia vai mudar a sociedade.

Hardcore

Menino meio maluco, vive correndo pela casa, não pára de correr. É um pouco mais organizado na cozinha do que o pai, mas também é fraquinho. É surfista e skatista também. Quando está meio EMOtivo, passa o tempo todo reclamando da namorada que corneia ele todo dia.

Grunge

Ele é meio tristonho, meio emotivo também.Vive reclamando da vida. Está na puberdade, por isso sua voz dá umas desafinadas às vezes. Ele costuma agir de maneira suicida. Menino estranho, esse.

Heavy Metal

Ele é muito forte e bem pesado. Bebe ainda mais que o Punk. Gosta de falar de mitologia nórdica e ocultismo, mas é bem cabeça aberta, dá para falar com ele de tudo: política, amor, humor, da vida... Reza a lenda que ele tem pacto com o diabo, mas isso é mentira. Adora roupas de couro e spikes. Dizem que ele é o que o Punk sempre quis ser. Tem uma voz grave, mas quando grita fica um pouco agudo. Tem fama de malvado, mas não é... Só quando está de mau-humor. Quando está de bom humor pode ser o cara mais engraçado do mundo. Gosta de cabelos compridos e de exibir os músculos às vezes. Não gosta muito de ir à Igreja. Acho que é daí que vem sua fama de anticristo... ainda mais quando ele começa a tirar sarro da cara dos sacristões, e eles levam a sério! Gosta de andar de motocicleta, e é mecânico. Tem uma Harley Davidson. Teve vários filhos: Thrash, Melódico, Prog Metal, Death, Black, White, Doom, Gothic, que são muito unidos (com exceção do Black e do White, que nunca se entenderam) que vivem fazendo trabalhos em cooperação.

Thrash

Mais ágil que o pai, trabalha de ajudante de pedreiro, sendo mais forte. Um pouco violento de vez em quando, mas também é muito engraçado quando quer. Quando era pequeno engoliu uma escova de cabelo e desde então sua voz nunca mais foi a mesma.

Melódico

Costumava freqüentar a casa da Sra. Música Clássica quando era menor. É ator de teatro, fascinado por J.R.R. Tolkien e coisas medievais. É muito feliz, especialmente quando fala. Tanto que seu maior problema é que ele costuma se empolgar, e, por ter uma voz aguda, fica irritante escuta-lo. Adora coisas muito enfeitadas. Quer dar um presente pra ele? Compre um livro de fantasia com uma capa de veludo e com um marca-páginas bem grande, com gravuras da pintura barroca, bem detalhados.

Prog Metal

Costumava andar com o tio Prog, e aprendeu muitas manobras e acrobacias, e espera ser artista de circo também, mas não consegue fazer tudo por que é mais gordo, mais pesado, e tem o mesmo problema com exibicionismo.

Os Irmãos Death e Black

Figuraças. Sabe os irmãos caverna? São iguaizinhos. São tão parecidos, que só dá pra distinguir quando o Black está de maquiagem, ou quando está mais enfeitado. Ninguém entende muito o que eles falam. Acredita-se que tenham uma linguagem própria. Mas sabe-se que quando o Black abre a boca é pra mandar Deus pr'aquele lugar, e dizer que o Diabo é o senhor dele. Trabalha com confecção de velas. O Death é meio estranho, trabalha de legista. Das vezes que se entendeu o que ele disse, ele só falava de como as pessoas morriam. Acho que o emprego dele o deixou meio neurótico. Gostam muito do Thrash. O Death costuma falar com o White às vezes, mas o Black nem chega perto. São muito violentos e estouradinhos. O Black é muito frio também, não tem pena de ninguém, e vive mutilando animais.

White

Indo na contra-mão do pai, é extremamente religioso. Detesta o Black, mas consegue conversar com o Death, e eles até trabalham juntos de vez em quando. Na Igreja do White, é claro. Seu único problema é que, para tentar parecer mais cristão, esquece que nasceu em uma família de peso, fazendo jejuns muito grandes e ficando muito leve.

Doom e Gothic

Outros muito parecidos. Só dá pra perceber a diferença por que o Gothic é mais calminho e vive bem equipado com coisas eletrônicas, enquanto o Doom às vezes lembra o Death, em alguns traços. Vivem reclamando da vida, falando de como sofrem... De como a vida é um inferno... Parecem um pouco com o Grunge quando começam a falar, mas diga isso pra eles e veja o que sobra de você! O Gothic gosta de coisas eletrônicas e trabalha consertando equipamentos e tem um timbre de voz ultra grave, mas só fala sussurrando. O Doom trabalha de coveiro.


Ah! Existe um cara aí dizendo que pertence a essa família, mas todo mundo sabe que ele só quer ter o sobrenome Metal por dinheiro. Ele é tão porco que às vezes lembra o Punk, é mais desafinado que o Grunge, e só é pesadão, mas não se alimenta bem, vive de porcaria. Conhecido como New Metal. Para se ter uma idéia, ele anda com um carinha muito chato chamado Hip-Hop!



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Os muitos modelos de guitarras: Entenda as diferenças



Saiba mais sobre as clássicas Fender Stratocaster, Telecaster, Jaguar e Jazzmaster

Mito formado entre músicos e alimentado de geração em geração, a Fender já tem seu lugar cativo entre os guitarristas e ainda consegue manter seu forte apelo entre os iniciantes. Isso não poderia ser diferente ao se considerar uma marca que foi abraçada e imortalizada por guitarristas como Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Keith Richards e Muddy Waters.

Fundada por Leo Fender no final da década de 1940 – posteriormente vendida à CBS em 1965 – , a Fender foi a primeira fábrica a viabilizar a produção comercial de uma guitarra elétrica em larga-escala. Foi assim que surgiu a Nocaster – também chamada Broadcaster – que originou a primeira grande guitarra da Fender em 1951: a Telecaster. 

Não bastasse isso, a Fender também criou o Precision Bass – o primeiro baixo elétrico do mundo – tornando mais acessível o power-trio, a pedra fundamental de uma banda e sua combinação clássica: guitarra, baixo e bateria. A portabilidade e acessibilidade dessas duas criações Fender revolucionaram e democratizaram o cenário musical, que na época era dominado pelas big bands. 

Em 1954, três anos depois do início da produção da Telecaster, foi lançada a Stratocaster, que se tornou a guitarra mais popular e reconhecida mundialmente. Esses dois modelos consagraram a marca e, anos depois, com o lançamento da Jaguar e da Jazzmaster, formaram o que a fábrica Fender designa como "The Big Four" ou "As Quatro Grandes" guitarras da marca. 


STRATOCASTER - 1954











Fender Stratocaster


Anderson Silva, músico e vendedor especializado em guitarras, caracteriza a Stratocaster como uma guitarra superversátil para tocar inúmeros estilos; do pop até o metal. Com três captadoressingle coil e uma chave seletora de cinco posições, a Strato é um instrumento que oferece uma gama variada de timbres. Apesar de as primeiras guitarras Stratocaster terem sido lançadas na década de 1950, "ela ainda tem uma pegada muito confortável no braço e o design moderno", diz Anderson Silva.

"Entre os guitarristas mais conhecidos que usaram e usam a Stratocaster, temos o antológico Steve Ray Vaughan, bluesman com uma pegada muito forte e mais pesada; Jimi Hendrix, com uma pegada mais leve, Buddy Guy, outro bluesman com uma pegada mais melódica e que até hoje usa a Stratocaster", destaca o músico.

Apesar de ser a escolha de figuras já consagradas, a Fender Stratocaster não é a guitarra mais cara nem a que tem o melhor acabamento. A posição ocupada hoje pela Fender tem relação não só ao apuro técnico, mas também à sua história e ao fato de ter sido a primeira fábrica a produzir guitarras em larga escala.

Anderson Silva ressalta que "por mais que haja outras marcas mais caras e com melhor acabamento, a Stratocaster tem seu apelo e seu lugar; é uma guitarra que cativa também por sua história".

Não é por acaso que muitos fendermaníacos prefiram os modelos mais antigos. Como qualquer marca, a Fender moderniza suas guitarras e seus equipamentos, mas é comum que as Fender antigas sejam as mais procuradas. Nos Estados Unidos, há lojas que só vendem relíquias, muitas a preços impressionantes.

Segundo o Anderson Silva, o timbre estalado da Fender é o que todo mundo procura; "um som mais brilhante, menos opaco". "Quem é fendermaníaco gosta do captador vintage, com uma característica de som mais aberto e mais estalado", finaliza.



TELECASTER - 1951










Fender Telecaster


A Telecaster é a guitarra mais antiga da Fender e pode ser considerada a primeira experiência para se chegar à Stratocaster. Com dois captadores single coil, um a menos que a Strato, e uma chave seletora de três posições, a Telecaster tem uma característica de som mais "magro" e um campo de timbres mais limitado, além de um design de braço e corpo diferenciado.

"A Tele desde sempre foi usada no estilo country, mas é uma guitarra muito bacana para tocar outros estilos também. Dois nomes antológicos que sempre usaram uma são Keith Richards eMuddy Waters", destaca Anderson Silva. "Keith, do Rolling Stones, conseguiu achar na Tele o timbre para fazer rock 'n' roll; e Muddy Waters conseguiu achar o timbre que ele queria para fazer blues", completa.

A Telecaster mais conceituada é de 1952. "Na Tele 52, o captador grave do braço tem uma característica de som mais aveludado e o captador agudo da ponte chega a ser mais agudo que o captador das Stratocaster. É uma guitarra que foi imortalizada e até hoje é vendida. Ela tem seu lugar, suas aplicações", diz o músico.



JAGUAR - 1962





Fender Jaguar



A Jaguar é uma guitarra que tem no design seu maior apelo. Apesar de ter apenas dois captadores, a madeira mais densa e pesada utilizada na construção do corpo amplia a variação de timbres desse instrumento.

"Muitos músicos achavam que ela teria características de timbre mais agudo e mais limitado, mas quando tocavam a Jaguar, percebiam que ela tinha uma característica de timbre mais grave e bem diferente devido à madeira que é usada, mais densa e pesada. É uma guitarra que ficou muito inserida no surf music, talvez por seu design", diz Anderson Silva.


JAZZMASTER - 1958










Fender "Sonic Youth" Jazzmaster


A Fender Jazzmaster é para a Jaguar o que a Telecaster é para a Stratocaster. Segundo Anderson Silva, essa guitarra mantém o timbre "mais estalado", um som mais "magro" com dois captadores single coil e um design próximo da Jaguar.

"A Jazzmaster não é uma guitarra muito conhecida no meio dos guitarristas e tem pouco apelo. O corpo lembra a Jaguar e a parte de trás da guitarra lembra um pouco a a Telecaster também. É uma Fender, mas não é muito comercial.", diz o músico.

A Jazzmaster tem presença marcante no cenário indie. Entre grupos que usam esse modelo, estão o Sonic Youth, Dinosaur Jr e Yo La Tengo.


Fonte: Cifra Club News